No fundo da foto, um holofote. E uma guitarra.
A história, hoje, se repete. Mas o holofote, ele mesmo, ilumina o vazio. A guitarra em outro canto. E o pior é que eu me abalei com isso.
Olha que ela esteve bem na minha frente. E isso me impressionou, e muito. Mas eu não entendo de música, não. Na verdade sempre tive problemas em entender as cifras e notas.
E tenho sentido borboletas no estômago. Isso é fato.
Vou tocando levado pelo fluxo da multidão.
E com muita, muita preguiça da discussão “eu sou mais fã”. A mesma que me deu dor de cabeça no passado. A preguiça só passa no primeiro acorde.
Mas, talvez, eu tenha me abalado por outros motivos. Porque ninguém, para mim, canta tanto e tão bem quanto ele. E nada tem me tocado tanto emocionalmente quanto suas músicas. E agora, chovendo, talvez ele sinta.
Na verdade o que eu queria é muita festa. Menos tietagem. Curtir mais a platéia.
E parar de errar tanto nas tentativas de ser rock star.