sometimes I feel like throwing my hands up in the air

03/08/2011

Tenho recebido notícias tristes estes dias. Pessoas que eu conhecia e outras que nem conhecia que se foram, seja da vida, seja da minha vida.

Estava quieto, sentado. Olhava meus amigos conversando coisas, entusiasmados. Quando percebo, me tocam. Chorei.

Tenho evitado a lógica nas minhas inquietudes. Tenho ignorado a dureza de algumas realidades. Chorei. Lamentei por coisas vividas. Lembrei dos últimos meses. Lembrei de como eu tentei. Lembrei de como achava que havia sido maduro em algumas situações.

O normal é que eu sumisse. E quando eu voltasse, fingiria que nada aconteceu. Já fiz isso várias vezes. O outro normal é que eu botasse a boca do trombone. Reclamasse, desse detalhes e nomes. Tenho tentado fugir dos extremos, que correspondem muito ao meu instinto. Tenho tentado sentar e ponderar.

Ficaram perguntas. Ficou uma vontade enorme de melhorar ainda mais. De calar. Algumas vezes as atitudes são auto-explicativas.

Tenho vivido lentamente.

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amores finitos

17/06/2011

Tenho falado muito, em vários posts, o quanto ando cético em relação ao amor, ao se entregar. E fui ao cinema assistir um filme que achei que só iria casar com o que tenho pensado sobre o tema: Blue Valentine.

Já falei aqui no blog que não acredito em almas gêmeas. Acredito que muita gente tem não só um, mas alguns pares perfeitos ao longo da vida. O surgimento de um novo não necessariamente rotula o antigo como uma escolha “errada” ou “pior”. Os amores talvez sejam mesmo cada vez maiores, a gente talvez realmente ame muito mais do que antes, e isso deve servir muito mais como estímulo para tentar novamente (quando acaba) do que pra diminuir as nossas experiências (as mais preciosas).

Acho bem errado um pensamento que vejo cada vez mais na cabeça das pessoas: “minha prioridade é ser feliz”. Não que eu ache o pensamento em si errado, mas tudo o que vem junto dele. As pessoas não se esforçam numa relação, se entregam à paixão (que muitas vezes também chamam de forma errada de amor) e acham que isso basta. E quando começa a dar errado, é só separar, já que está sendo tão infeliz. Quando se está em uma relação, tem que se pensar a dois. Se um quer ir em tal lugar, não é simplesmente o outro falar: pode ir. É preciso fazer esforços.

Observei algumas coisas no filme que eu vejo muito: em certa cena, logo no início do filme, Cindy encontra seu cachorro morto. E a primeira coisa que o marido fala: eu disse que era para manter o portão fechado! E eu me pergunto: Adianta falar isso nessa hora? O cachorro não vai voltar a viver. É ampliar o sofrimento. Quantas vezes já me falaram “I told you so” e o meu sentimento na hora sempre foi de fúria em relação a pessoa. E acho que é em pequenas coisas assim que um amor vai minando.

Perdoem meu coração, mas eu não consigo entrar numa relação pensando: “se der errado separa”. Para mim é preciso estar atento ao que se fala. É fazer, mas fazer com boa vontade, nunca cumprir só pra constar. Esquecer ultimatos. Pedir com cuidado. Recuar. Esperar. Não insistir.

Aprender a falar sinto muito e saber onde estão os limites. Não é fácil. Mas não sinto que seja impossível. Sei que chega uma hora em que é inevitável o término, e que talvez ele seja melhor. No fundo eu penso que os amores são finitos mesmo. Só acho que estamos todos cômodos demais e talvez por isso eles sejam cada dia menos duradouros.

almost doesn’t count

15/06/2011

Dizia Brandy, uma das divas da minha adolescência:

Everybody knows, almost doesn’t count.

Sempre me recordo dessa musica porque já tive alguns quases na minha vida. Fico pensando se, talvez, eu esteja vivendo outro quase. Tenho me convencido que sim. Na verdade essa sensação vem da idéia crescente de que os acontecimentos não estão mais acompanhando o meu ritmo e que minha cabeça está lá na frente, muito além das realidades. Perdi as rédeas, o freio e o bom senso. Me peguei algumas vezes querendo ouvir coisas não ditas, viver coisas impossíveis, e estar em lugares que não existem. Me peguei falando frases que não deveria, sonhando coisas e vivendo só de pensamento. E com isso tenho me visto frustrado, insatisfeito, sofrendo por antecipação. Tenho admitido sentir faltas de coisas que não pertencem a minha vida, hoje.

Fazer o que. O quase não conta, é verdade. Mas viver de quases é também viver.

best thing I never had

06/06/2011

Tenho tido contratempos em ser solteiro. Você pode falar: ser solteiro é um contratempo por si só. Talvez. É uma vida de imprevisibilidades, de venha o que vier e se não vier está bom também. Tudo bem.  Mas eu decidi por essa vida, há algum tempo. E agora estou mais ou menos nessa vida. Não sei quanto mais ou quanto menos, porque nada disso foi estipulado.

Mas e aí que foi uma decisão minha. Determinei que eu ia ser sozinho. Recusei convites, distribuí telefone e falei: me liga no ano que vem.

Homem nenhum vai esperar, ou lembrar.

Mergulhar de cabeça, não posso. Tudo bem que nada garante ninguém nessa vida mas até eu que sou dos mais impulsivos evito bastante romancear qualquer coisa que seja do lado de alguém que eu nem faço idéia que vai estar lá algum dia.

Mas aí me apaixonei. Por um amigo. E aí? Acho que no fundo eu queria estar no maior dos daydreamings mas não estou pela extrema necessidade de me puxar pra realidade.

Perde um pouquinho da graça, tenho que confessar.

Ao mesmo tempo que eu sou solteiro com vinte e bons anos e limites mais flexiveis – temos que ser realistas – eu também estou muito mais rígido na entrega que realmente interessa – o sonho, a paixão, o pular no escuro sem nenhuma garantia.

Há alguns anos atrás eu não hesitaria de procurar esse amigo e falar tudo. Mas hoje não.

É triste. Temos que nos proteger. Tudo bem. Temos que garantir que vai ficar bem se tudo der errado. As pessoas, muitas delas, não vão cuidar da gente. Com o tempo, vamos ficando mais consciente das coisas. A gente sabe que não aguentaria mais sofrer aquilo tudo de novo, que todo mundo já sofreu quando criou expectativas demais.

Mas o meu maior orgulho era pular de cabeça, sempre.

Que pena.

we were born and raised in a summer haze

14/04/2011

Sinto que estou no meio do caminho em tudo. A paixão por escrever esvaiu. A paixão por outras coisas aumentou. O dia a dia continua ainda sem lugar.

A vida continua sendo temporária. Temporária demais, até.

two become one

15/03/2011

Faz algum tempo que tenho tentado, e me orgulhado quando consigo, não mudar as crenças de ninguém.

Não sou só eu que lembro o tanto que peguei no pé dos meus amigos de infância quando eu descobri que eles estavam crescendo com uma cabeça diferente da minha. Todo mundo que viu faz questão de mencionar (não atoa sou considerado a ovelha rosa da família, por essas e outras coisas). Que eu dei sermão, briguei, e tudo que tinha direito. Mentira não é. E eu nunca fui uma pessoa muito fácil de lidar, acho.

Não sei quando que isso passou, aliás não sei quando metade das minhas implicâncias passaram.

Não foram poucas as vezes nos últimos tempos que tenho declarado de peito inflado que não sou mais assim. Que não quero discutir as escolhas de ninguém. Que cada um sabe da sua vida e que eu torço por todos meus amigos, concorde com o caminho deles ou não. Só que as vezes eu me pego achando que isso tudo é resultado de uma apatia geral na minha vida. Menos apaixonado, menos criativo. Talvez mais equilibrado, e menos todo o resto.

Agora eu acho que não preciso ter mais esse tipo de preocupação. Sim, eu ainda fico mordido com os valores, ou escolhas de pessoas que me são queridas. Basta que gire em torno de uma coisa que eu acredito, defenda, pela qual eu seja apaixonado.

E o tema sempre foi e ainda é, um só!

Menos hipocrisia nas relações interpessoais. Menos julgamentos, menos conceitos, menos declarações orgulhosas de que “comigo só pode ser assim”. Menos regras pré estabelecidas, por favor.

Hoje esse blog completa 2 anos. 2 anos que eu falo, falo, falo. E não sei se cheguei a algum lugar com isso. Fato é que escrever me faz soltar algumas coisas que eu quero dizer. Não quero dar regras, não quero criar rótulos.

Nesse mesmo 15 de março, dessa vez em 2010, eu partia em outra busca: mudar de país, mudar de profissão, me sentir mais livre, talvez mudar de vida.

Alguns planos continuam lá: Arranjar um namorado estrangeiro que fosse o grande amor da vida (ó o que os filmes me fizeram desde pequeno), ser excelente em uma nova profissão já que eu não me achava bom na profissão anterior, e outras coisas que na verdade não passam de ilusões.

Hoje penso que coisas externas (como mudar de cidade, país, trocar de namorado, de amigos) não resolve nada. O que realmente faz com que a gente mude é uma mudança na gente mesmo. E não querer mudar os outros, e sim aprender. Não é fácil. E tem 2 anos que tento mudar nisso. Espero que alguém tenha aprendido alguma coisa com o insistente aqui também. Afinal, a minha vaidade continua passeando e exibindo o cachorro por aí.

Fica um grande muito obrigado.

you always hurt the one you love

10/02/2011

“You always hurt the one you love. The one you shouldn’t hurt at all.

You always take the sweetest rose and crush it till the petals fall.

You always break the kindest heart with a hasty word you can’t recall.

So, if I broke your heart last night it’s because I love you most of all.”

break up songs

19/01/2011

Terminar um relacionamento, por menor que seja a duração, é pessimo. Mesmo quando a gente não aguenta ver mais o coitado não é fácil terminar. Alguém sempre sai diminuido, revoltado, desiludido. Algumas vezes os dois.

Agora, se uma coisa é ótima quando a gente termina, são as músicas de fossa. Musiquinhas bonitinhas de se apaixonar também são uma delícia, mas nada supera a clássica balada de corno.

Quando eu era mais novo, um compositor declarou que as letras dele eram todas deprimidas porque quando ele estava feliz ele saía e ia ser feliz. Só parava pra escrever quando estava se sentido a pessoa mais desgraçada do universo.

Isso sempre foi uma ótima desculpa pra mim. Já fiquei simulando infernos astrais pra custear ápices criativos. Já me vangloriei de ter um blog amargo e birrento, porém “profundo”. Hoje, ainda bem, não defendo mais essa teoria, apesar de ainda fazer sentido. A gente escreve quando alguma coisa explode por dentro.

De qualquer forma, nada tira a delícia de uma musiquinha de dor de cotovelo. Certa vez, olhando meu iTunes, fiz duas playlists:


Playlist 1 :: Lidando com a perda

1 :: Sunday afternoon – Rachael Yamagata

Uma das músicas mais tristes e desesperadas que já ouvi.

“You poured blood in my heart and I can’t get enough. I’m drowning, drowning, and you can’t decide.”

2 :: Torn – Natalie Inbruglia

Torn será pra sempre hit dos desiludidos.

“Well you couldn’t be that man I adored, you don’t seem to know. Or seem to care. What your heart is for I don’t know him anymore.”

3 :: Linger – The Cramberries

Outra clássica. Como podem ver, os namoros vão e as baladinhas permanencem.

“If you, if you could get by, trying not to lie, things wouldn’t be so confused and I wouldn’t feel so used. But you always really knew, I just wanna be with you.”

4 :: The power of goodbye – Madonna

Madonna, na produção de Ray of Light, deve ter tido um break up monstro.

5 :: I don’t know what to do – Pete Yorn e Scarlett Johansson

Já que eles fizeram um CD só de músicas de fim de relacionamento, porque não ouvir o álbum inteiro de uma vez? Apesar das letras de fim, ele é até alegrinho.

6 :: Everybody’s gotta learn sometimes – Beck

“change your heart, look around you” tema de filme de fim de relacionamento.

7 :: Blame game – Kanye West

Música de quem foi traído. Devastadora.

8 :: Shoot the moon – Norah Jones

Desiludida genérica. Fala muito bem da ressaca de término.

9 :: Back to black – Amy Winehouse

Amy sabe como sofrer por um Blake né? E morrer por ter alguém que ama também coisas que você ama: “you love blow and I love puff”

10 :: Reason why – Rachael Yamagata

Não sei exatamente o porque mas Rachael é sempre das primeiras que busco quando estou triste. Aliás, sei, as músicas são dilascerantes. Fico arrasado.

But you only wanted me the way you wanted me.

11 :: Look what you’ve done – Jet

Classica música “seu bosta, você estragou tudo”.

Oh, look what you’ve done, you’ve made a fool of everyone. Oh well, it seems like such fun, until you lose what you had won

12 :: Bye bye love – Simon & Garfunkel

Acho que é a música mais feliz com uma letra triste e simples. é do tipo Diane Keaton em “Alguém tem que ceder”. A gente começa rindo horrores pra terminar chorando horrores.
“Bye bye love, bye bye happiness. Hello loneliness, I think I’m gonna cry.”

13 :: 1000 oceans – Tori Amos

De quando a gente chora mil oceanos, mas sabe que a pessoa precisa ficar livre.

14 :: Quelqu’un m’a dit – Carla Bruni

Porque sempre tem alguém pra ainda te dizer que aquela pessoa ainda te ama (ou amava).

15 :: Let it be – The Beatles

Outra clássica. A playlist parecia acabado no fundo do poço, mas ainda falta o momento de aceitação.

Playlist 2 :: A recuperação

1 :: Fighter – Christina Aguilera

Tem horas em que o melhor a se fazer é transformar todo o sofrimento e raiva em força.

2 :: Rolling in the deep – Adele

Típica música pra quem se entregou demais enquanto o outro se entregou de menos.

“Finally I can see you crystal clear. Go ahead and sell me out and I’ll lay your shit bare. See how I leave with every piece of you, don’t underestimate the things that I will do”

3 :: Favorite game – Cardigans

Letra de término e ritmo mais animadinho. Vale pelo clipe.

4 :: Tears dry on their own – Amy Winehouse

Amy novamente, agora um pouco menos desesperada.

He walks away, the sun goes down. He takes the day but I’m grown, and in your way in this blue shade, my tears dry on their own.

5 :: Sorry – Madonna

Com a Madonna começam as letras “perdi, e não tô nem aí”, “já foi tarde”, “no fim é você quem saiu por baixo”. Foram bons anos depois do Ray of Light e a Madonna se tornou uma pessoa muito mais resolvida.

6 :: Love kills – Robyn

Já pensando no próximo, mas lembrando do tanto que a gente se machuca. Robyn também é rainha do coração partido né?

“Get a heart made of steel coz’ you know that love kills.”

7 :: Irreplaceable – Beyoncé

“Don’t you ever for a second get to thinking you’re irreaplaceable.”

8 :: Smile – Lily Allen

O carinha quis voltar e a Lily riu da cara dele.

9 :: Freedom – George Michael

O clássico dos anos 90. Pra tacar fogo no ex. haha

10 :: Ghosts – Laura Marling

Os fantasmas ficam, e a gente não consegue se apaixonar mais da mesma forma, e acabamos nos tornando meio céticos ao pensar em amor.

11 :: Someday – Pete Yorn e Scarlett Johansson

“As the memory fades away all I ask for. Someday”

12 :: The first cut is the deepest – Cat Stevens

 

Chega a hora de, apesar de machucado, partir pra outra.

“I would have given you all of my heart but there’s someone who’s torn it apart. And she’s taken almost all that I’ve got, but if you want, I’ll try to love again”

what if I leave?

09/01/2011

Nossa vida é assim… uma coisa esquisita. Na verdade, não sei se é assim pra todo mundo. Mas pra mim, é. Dois meses atrás eu não reconheceria particularidades da vida que tenho hoje. Um mês atrás, muito menos. Coisas vão atropelando, eventos aparecendo, reações são surpresa.

Ou então, não reagindo.

Tanto está acontecendo, que eu sento para falar pelo cotovelos. Mas não consigo. Não sei para quem estou falando. Não sei com quem estou falando. Não sei se posso falar. Na verdade, estou é morrendo de medo de me mostrar e não ser aceito. É isso? Depois fico tachado de tímido.

Se pareceu grego, era a intenção.

top 5 – filmes em 2010

20/12/2010

#5

Tudo pode dar certo

Whatever Works, título original desse filme de Woody Allen, me lembra muito os filmes do diretor na década de 70. Pudera, o roteiro foi escrito nessa década. Com um humor afiado e todas as características das obras de Allen, o filme traz Boris (Larry David), um homem profundamente cético, dominado pela hipocrondria e pessimismo que conhece a jovem Melody (Evan Rachel Wood), alegre e imbecil, em que um acaba transformando aos poucos a vida do outro. Permeado pelo cenário de Nova York, onde Allen retorna a filmar depois de alguns filmes passados na Europa o filme não é o melhor filme do diretor, mas é acima da média e me fez rir muito.

#4

A Rede Social

Atualmente em cartaz nos cinemas, é basicamente um drama de tribunal. Mas não para por aí. Dirigido com competência por David Fincher e com o roteiro do meu ídolo Aaron Sorkin (se você não assistiu uma série de uma só temporada – exibida entre 2006 e 2007 – chamada Studio 60 on the Sunset Strip, pare de ler aqui e vai assistir AGORA), que cria diálogos memoráveis e amarra toda a história da criação do Facebook de maneira fascinante. Com atuações boas dos jovens Jesse Eisenberg (que poderia se chamar Jesse Cera), Andrew Garfield e Justin Timberlake o filme ainda traz uma cena, que apesar de não acrescentar muito ao filme não deixa de ser maravilhosa: a da competição de remo.

#3

Ilha do Medo

Emocionalmente devastador. Acho que é como eu o defino. Sim, é um filme de suspense. Mas contém uma das cenas mais arrasadoras que vi recentemente. Centrando toda a narrativa em uma ilha-prisão de detentos com distúrbios mentais, Scorsese cria uma atmosfera claustrofóbica e ameaçadora. Leonardo DiCaprio interpreta um agente que vai a ilha investigar o sumiço de uma das detentas e nós, espectadores descobrimos muito mais no filme que esse próprio sumiço. Repleto de atores em participações excelentes, o filme é um labirinto em meio a loucura, magestralmente dirigida por Martin Scorsese. Dizem que é o “O Iluminado” do diretor. Se a comparação é feliz não sei. Mas é espetacular.

#2

À Prova de Morte

Assisti esse filme 3 anos depois do lançamento original. Pudera, ele só chegou no Brasil esse ano. De toda forma valeu a espera para ver na tela grande. É sensacional. Dizem ser um Tarantino menor. De menor só se for em tempo, porque pra mim é um dos melhores. Não lembro de outro filme em que me levantei da cadeira do cinema incentivando personagens a fazer alguma coisa (como se adiantasse né? ainda bem que ninguém me vaiou). Com um elenco quase inteiramente feminino e um Kurt Russel ótimo, o filme se divide em dois atos, permeados por algumas cenas agoniantes e outras bem engraçadas. A cena final (após a primeira parte dos créditos) é chocante e imperdível.

#1

Toy Story 3

Em minha opinião o mais emocionante do ano. Lembro quando assisti ao primeiro Toy Story. Foi em VHS. Eu tinha 11 anos e fiquei fascinado com aquele mundo e personagens, mesmo assistindo em uma TV de 29 polegadas e em VHS. O tempo passou, assisti também ao segundo filme e esse ano tive a oportunidade inclusive de revê-los em 3D. Assim como o “menino” dono dos brinquedos cresce, eu também cresci. Numa história onde o dono deixa os brinquedos para ir pra faculdade, a tristeza pelo abandono toma conta. Em uma forma leve e cheia de cenas engraçadas (Ken e as polainas, por exemplo), afinal de contas o intuito é divertir, nos trás uma história no fundo bem triste. Com um final de agarrar o braço da poltrona do cinema, de tirar o fôlego, o filme ainda te faz chorar, e rir, e chorar de novo. Divertido, fofo e belo.